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Quarta-Feira, 8 de Setembro de 2010
Viva Portugal!
É erdade que a situação geral não é famosa. Os sucessivos casos na justiça, nas infra-estruturas se avançam ou não, na saúde, na educação, dão azo a um conjunto de comentários pouco abonatórios em relação a Portugal e aos portugueses.
E a nossa tradição para o fatalismo, inveja e maldizer, ajuda a que sejam os portugueses os que mais mal falam de Portugal. A crítica dos portugueses sobre Portugal só encontra paralelo no modo como os adeptos de futebol falam do seu clube, dos jogos e dos resultados: com muito coração e pouca razão.
Mas também há coisas fantásticas sobre Portugal e os portugueses. E de que todos se deviam vangloriar e afirmar bem alto. Mas mesmo assim há uma série de lusitanos que conseguem inventar motivos para criticar.
Temos o melhor jogador de futebol do mundo. Que acaba por ser o responsável pela maior transferência de sempre no mundo do futebol. É óbvio que é um motivo de satisfação para todos os portugueses, mesmo para aqueles que não ligam ao futebol. O número 1 no mundo é português.
Pois mesmo assim, existe um conjunto de portugueses que desde logo afirmam, que há outros melhores, que ele não é assim tão bom, e que vai dar-se mal em Espanha…
À frente da Comissão da União Europeia está um português. Num dos cargos mais importantes ao nível do jogo geoestratégico político mundial está um português. Claro que é motivo de satisfação para todos nós. Pelos vistos, para alguns não. E que devia estar outro, e que por ser um português é que isto está tão mau…
Na verdade, quando a auto-estima de um povo chega a este ponto, é necessário que haja uma revolução, uma renovação total das mentalidades, e que olhem para Portugal e os portugueses como casos de sucesso. Curiosamente, como muitos estrangeiros nos vêem. Como um País de sucessos, com pessoas talentosas, com ideias e produtos muito bons, pioneiros num vasto conjunto de temáticas, com altos níveis de desenvolvimento tecnológico…
Não deixemos os elogios a Portugal apenas aos estrangeiros e gritemos bem alto, Viva Portugal e os portugueses!
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6 de Novembro de 2009 - Julio M
Sou espanhol e a minha filha já tem dupla nacionalidade. Para aqueles que gostam do termo, pode-se dizer que é Ibérica, sinal de que parte da minha identidade se tem construído em Portugal ao longo de vários anos de residência em terras minhotas.
Poderia dar muitos e variados argumentos ao respeito de por que amo e amarei Espanha, mas mantendo sempre um espírito critico, construtivo, e afirmo que a pequena distancia que me separa do meu país não exacerba as minhas emoções quando me refiro a ele.
Também poderia cair no tópico de dar muitos exemplos das diferenças que tenho verificado, na minha actividade profissional, entre espanhóis e portugueses e que ainda são tema de conversa quando conheço pessoas, portuguesas por sinal…
A autoestima tem de ser construída numa base livre de preconceitos, e este é um dos principais males que, na minha opinião, afecta os portugueses nas organizações. Felizmente o paradigma muda e a diversidade é bem-vinda fortemente nas grandes organizações, nas PMES devagar e com algum receio ou evitada a todo custo para manter status-quos.
Os preconceitos costumam-me preceder… e uma das minhas respostas é: “saiam da box, tentem ver as coisas desde outra perspectiva e a seguir contribuam para a mudança que pensam ser necessária, a começar pelo vosso local de trabalho”
Viva Portugal y viva España.