Marketeer
Sabádo, 4 de Fevereiro de 2012
Abraçar desafios, viver emoções
omeçou a vender pastilhas elásticas e hoje é marketing manager da BMW Portugal. Jorge Aguiar, de 40 anos, encara a vida com descontracção, adora desafios e gosta de trabalhar depressa e bem. Fora do escritório não consegue estar muito tempo longe do mar… e da prancha de windsurf
O caminhar seguro, o traje informal e o sorriso espontâneo ditam, à primeira vista, muita da personalidade de Jorge Aguiar. O actual marketing manager da BMW gosta de levar a vida com placidez, corre-lhe no sangue o espírito marketeer e o facto de trabalhar num sector emocional como o automóvel faz com que todos os dias acorde com um “sorriso nos lábios”.
Jorge Aguiar não se considera um “workaholic”. Trabalha de forma dedicada, célere mas descontraída, e tem um princípio do qual nunca abdica, «fazer tudo bem sempre à primeira!».
Desde cedo sentiu apetência pela área comercial, mas opta por licenciar-se em Gestão de Empresas no ISEG, acreditando que seguir a área comercial sem uma componente financeira o limitaria.
Finaliza o curso com 21 anos, e entra no mundo do trabalho pela mão da Arthur Andersen, através de um programa que a empresa realizava em parceria com algumas faculdades com o objectivo de recrutar novos talentos. Começa como auditor, uma experiência que lhe deu “bagagem” e que considerou «muito importante» pela oportunidade que teve de, num curto espaço de tempo, conhecer em profundidade várias empresas.
Ao fim de um ano, e de férias no Algarve, encontra um anúncio num jornal para “gestor de produto trainee”. A empresa era, então, a extinta Warner Lambert, que detinha marcas como Chiclets, Halls Mentoliptus ou Tridente. O seu gosto pela área comercial leva-o a candidatar-se e um teste à sua capacidade de vendedor atribui-lhe o lugar.
Pela frente tinha «uma das experiências mais engraçadas» da sua vida. Passam-lhe um conjunto de notas de encomenda e um carro para a mão e é convidado a correr o País, durante um ano, a vender pastilhas elásticas e lâminas de barbear. Recorda-se de, ao fim da primeira semana, chegar entusiasmado ao escritório com várias notas de encomenda preenchidas… mas fica espantado quando o seu chefe «apenas aproveita três ou quatro». Tem aqui uma das primeiras lições do mundo dos negócios, mais importante do que vender é receber!
Por Hugo Lopes Correia
PARA LER O ARTIGO NA INTEGRA CONSULTE A EDIÇÃO IMPRESSA (Nº158)
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